Pandora Complexa, nonsense e let’s que bora

Estou com sorte nas minhas pesquisas no Google. Isso não quer dizer que encontrei a Pandora Complexa clicando no botão à direita na barra de pesquisa. Pelo contrário, o caminho foi mais tortuoso, talvez um pouco nada a ver. Nem lembro qual foi termo de busca utilizado.

O blog em que Júlio Dolberth e Rui Vitorino Santos começaram a compartilhar desenhos começou em 2006 e terminou em 2013. A proposta era simples: compartilhar um desenho do Rui à esquerda e outro do Júlio à direita, em A5, sem a necessidade estarem ligados ou de comunicarem uma narrativa. Foram milhares de desenhos.

Os registros quase diários evocam a banalidade, o acaso e a desconexão de um jeito que remonta ao surrealismo e ao dadaísmo. A construção das justaposições pode não conter uma narrativa intencional, mas brincam com as subjetividades dos autores e com seus estilos, e por que não, com a minha cabeça também.

Intrigada, continuei a pesquisa torcendo para que os algoritmos me levassem às informações que eu queria e, já na primeira página de resultados, encontrei este artigo sobre a iniciativa. Vale a pena ler inteiro. Aqui, porém, ressalto apenas uma frase que me inquietou: “Cada desenho contém ou condensa uma possível narrativa para uma audiência implícita”.

Foi o suficiente para eu me propor o seguinte exercício: vou selecionar em torno de 10 ilustrações da Pandora Complexa e escrever um fragmento de texto para cada uma, com um máximo de 5 linhas. Aqui está o primeiro:

pandora complexa

Terceira vez que escolhiam aquela música no karaokê. Judite já estava exausta da melodia com gosto de infância e cheiro de nostalgia. Pode ser que boa parte dos clientes da noite fossem da sua geração ou, quem sabe, só estivessem preocupados com a corrente estiagem no sul do país. Somewhere over the rainbow, alguma hora depois da chuva.

O resto vou compartilhar lá no meu Medium, carinhosamente apelidado de processo-desordem. Inclusive, você pode me seguir lá para conferir mais resultados de experimentos com a escrita.

Se quiser ler mais sobre dicas de escrita, de um jeito mais pé no chão, recomendo o meu artigo 4 técnicas para experimentar, manipular e aperfeiçoar a sua produção de conteúdo.

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